A Prefeitura de Jaú anunciou que não vai terceirizar a merenda escolar. Bom. É uma certeza para funcionários públicos que poderiam perder a estabilidade e para os partidos de oposição, que criticaram várias vezes planos de terceirização no Município. Mas em nível de Estado a conversa é outra. O repasse à iniciativa privada vai ocorrer. E sempre voltamos à velha tecla da necessidade em entregar serviços públicos para empresas. Em muitos casos os custos aumentam e o serviço nem sempre tem a melhora pretendida. É claro que há as exceções. Mas no caso da educação especificamente, acredito que a vírgula tem de ser colocada na frase. Trata-se de um segmento mais do que esssencial. É nas escolas que se forma os cidadãos. Qual a garantia de que a iniciativa privada vai dar o tratamento necessário à essa formação, já que sua meta principal é ganhar dinheiro? Acho extremamente preocupante os sucessivos passos dados no Estado de São Paulo e em outras regiões do Brasil rumo à privatização, mesmo que parcial, do ensino. Pior, tive a ingrata informação de que as escolas paulistas não terão mais aulas de leitura. As pessoas que não lêem tem menos conhecimento, o raciocínio não se desenvolve, e a formação de opinião fica restrita ao que se "ouve falar" e às opiniões de outros. Em minha opinião, é uma decisão totalmente errada da Secretaria de Estado da Educação em tirar as aulas de leitura. Precisamos formar cidadãos conscientes de direitos e deveres, e não pessoas que apenas passam pelas salas de aula e que não conseguem desenvolver censo crítico. Me envie a sua opinião a respeito: paulocruz@comerciodojahu.com.br
Paulo Cruz
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
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