Briga de Galo
Na briga dos Galos no Jauzão, o de Sorocaba levou a melhor. E acendeu o sinal vermelho no XV de Jaú. Duas derrotas seguidas, nenhum ponto ganho e dois jogos seguidos fora de casa pela frente podem fazer do time jauense um saco de pancada neste início de A-2. Um meio-campista armador dos bons precisa chegar rápido a Jaú.
Alto custo
Até ontem, quando o XV pisou no gramado do Jauzão, a diretoria do clube contabilizava despesas de R$ 129 mil desde o início da pré-temporada. O valor é R$ 102 mil superior à receita do clube no período, de R$ 27 mil, incluindo empréstimo e mensalidades do sócio-torcedor. A estimativa dos dirigentes é gastar R$ 80 mil mensais durante a A-2.
Bolso vazio
Esses números mostram um futuro nebuloso para o XV de Jaú. De onde virá o dinheiro para bancar o campeonato? Da Embratel, maior patrocinador, são R$ 120 mil ao longo de seis meses. Tem ainda parte da cota da FPF, que está penhorada. A diretoria vai ter de botar a mão no bolso ou terá de encarar um elenco insatisfeito na reta final da primeira fase.
Torcida gasta
Não é só o clube que gasta pesado para entrar em campo. Torcida organizada também contabiliza despesas enormes para fazer a festa na arquibancada com seu time. A Galo Mania calcula em R$ 10 mil o custo de uniforme, bandeiras e fogos para recepcionar o XV na estréia no Jauzão. Depois, virão as despesas com as viagens nas dez partidas longe de casa. É preciso ser fanático.
Uniformizadas
A Galo Mania completa 25 anos em 2008 e promete levar um ônibus a todos os jogos do Galo fora do Jauzão. A Galunáticos, que apareceu forte em 2005 e ajudou a resgatar o amor ao Galo, está tentando lotar uma van para ir torcer em São José do Rio Preto. É um recomeço. Afinal, a Galunáticos teve muitos problemas e quase sumiu do mapa. Quinzeano é teimoso.
Estava escrito
Os dois problemas de inscrição de atletas enfrentados pelo XV eram previsíveis. Mas poderiam ter sido evitados se o clube fizesse marcação cerrada para acertar a documentação. Em 2007 teve problema. No ano anterior também. É péssimo para o clube trazer o atleta com antecedência, dar treino, cama, comida e bebida e não tê-lo na hora que a bola rola.
Escolinha
A Prefeitura de Jaú e o Galo podem se unir para dar mais estrutura aos times de base de futebol do XV. Está em negociação a incorporação das escolinhas da Secretaria de Esportes pelo XV. Ou vice-versa. São cerca de 300 alunos nos campos municipal e do kartódromo. Se vingar, todos passariam a fazer parte do time XV de Jaú/SELR.
Novo Milênio
A Federação Paulista de Basquete organiza o Torneio Novo Milênio para os clubes que disputam o estadual (A-1 e A-2). Jaú está fora desse torneio preparatório e que começa em março. Vai se dedicar apenas à Liga Regional e aos Jogos Regionais. É incerta a participação no Paulista da A-2 no segundo semestre. Aposto que Jaú ficará de fora.
Bom exemplo
A diretoria do São Paulo promete intensificar suas ações de marketing antes dos jogos do clube no interior. A proposta é montar um estande na porta do estádio para vender produtos oficiais do clube. A iniciativa é um exemplo a ser seguido. O XV, por exemplo, poderia ter seu estande no Jauzão. É dinheiro em caixa.
Renda rende
Quase 14 mil pessoas assistiram à estréia do São Paulo no Paulistão, em Guaratinguetá. Renda de quase R$ 400 mil. É por isso que o XV de Jaú precisa subir para a Série A-1. Jogo contra time grande enche o caixa dos times do interior. Na soma dos públicos em duas rodadas, o Corinthians levou 36.673 aos dois jogos. São Paulo: 28.152. Santos: 23.311. Palmeiras: 19.427.
“Temos de revelar mais um jogador este ano. É obrigação do técnico lançar novos jogadores por onde passa. E eu faço esse trabalho”
(Muricy Ramalho, técnico do São Paulo)
paulogrange@comerciodojahu.com.br
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário