CIRCULAÇÃO DE JORNAIS POR MIL HABITANTES!
Estado de SP
De acordo com o relatório preparado pela Associação Mundial de Jornais, apenas 45,3 em cada mil brasileiros compravam jornais diariamente, em 2005. Os japoneses eram os campeões de leitura, com 633,7 leitores de jornais em cada mil habitantes. Em segundo lugar, vêm os noruegueses, com 626,3 compradores por mil habitantes; e, em terceiro, os finlandeses, com 518,4 por mil. Ingleses (348) e alemães (305) estão mais bem posicionados que os americanos (249,9). Mas o Brasil fica ainda devendo para os vizinhos mexicanos (148,4) e argentinos (94,2).
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Por que os jornais valem menos na internet
Por Luciano Martins Costa em 29/1/2008
A Associação de Jornais dos Estados Unidos está anunciando o resultado de uma pesquisa da Nielsen sobre o comportamento dos internautas. A constatação mais notável é que aumentou em 6% a média mensal de acessos únicos a sites de jornais americanos, no ano de 2007 em relação a 2006. Isso significa um acréscimo de 3,6 milhões de leitores por mês. Durante o ano anterior, os sites de jornais tinham mantido regularmente 57,6 milhões de visitantes por mês. No final de 2007, essa média subiu para 62,8 milhões – um recorde desde 2004, quando a Nielsen foi contratada para fazer a contagem.
Os jornais americanos estão comemorando. O presidente da NAA (sigla de Newspaper Associaton of America), John F. Sturm, observou que o setor continua em mutação acelerada e os jornais estão se transformando em companhias multimídia. "Na medida em que a transição do setor acelera, fica claro que os consumidores reconhecem os jornais como sua fonte confiável de informação num ambiente cada vez mais digitalizado", declarou.
Outra empresa de pesquisa de comunicação, eMarketer, anuncia que, apesar da crise financeira com origem nos Estados Unidos, a publicidade online vai continuar crescendo em todo o mundo, devendo ter fechado 2007 com um total de 21 bilhões de dólares, valor que deve dobrar em 2011. O Group M, empresa de pesquisa pertencente ao grupo WPP, afirma que a publicidade na internet vai superar os anúncios na televisão já em 2009. O primeiro país onde isso irá acontecer é a Inglaterra, devendo ocorrer o mesmo na Suécia e na Dinamarca praticamente no mesmo período.
Valor dos anúncios
O que John Sturm e os outros dirigentes de jornais ainda não podem celebrar é o crescimento proporcional da fatia de receita para a chamada mídia tradicional. E a razão parece simples: é que, além de tradicionais, as empresas que imprimem e distribuem notícias no papel são conservadoras. Mesmo com a acelerada evolução da internet para o modelo "iPod", que define mobilidade e pleno acesso, os jornais insistem em apresentar seu conteúdo no pesado formato .pdf, com o qual se tenta preservar o aspecto que a notícia tem no papel.
Dentro de pouco tempo, baixar vídeos em aparelhos do tamanho de um celular será prática generalizada. Os aparelhos de telefonia já se transformaram em minúsculos computadores capazes de receber e armazenar, para exibir ou transmitir para telas maiores, qualquer espécie de conteúdo multimídia. Com o advento da TV digital, algumas emissoras brasileiras começam a estudar os futuros modelos de negócio associados a essa tecnologia. E os jornais continuam funcionando como a âncora do processo, recusando-se a flexibilizar o formato de seus conteúdos.
Mesmo na internet, os jornais ainda são representados por texto e foto, e gráficos estáticos. O texto tem a mesma estrutura que se produzia no começo do século passado, mas perdeu qualidade com a "modernização" dos anos 1990, quando até os jornais mais tradicionais adotaram o modelo fast food do USA Today.
Os gestores de jornais se perguntam frequentemente, nos seminários do setor, por que não se consegue aumentar o valor dos anúncios na internet. Se a audiência online tende a crescer continuamente, suplantando a leitura dos impressos e podendo superar até a televisão, mas o valor dos anúncios na internet não evolui na mesma proporção, tem-se uma conta que ali adiante não vai fechar.
Corrente viciosa
Qual é a causa desse descompasso? A observação dos meios permite arriscar um palpite. Talvez seja porque a percepção de valor do conteúdo seja diferente em cada meio. No jornal ou na revista, o leitor pode folhear para a frente ou para trás, passando os olhos muitas vezes pelo conteúdo jornalístico e pelos anúncios. A mensagem fica disponível por mais tempo diante de suas retinas. Além disso, o veículo permanece visível até mesmo na hora de embrulhar o peixe ou os dejetos do gato. Na televisão, o movimento e a repetição cumprem a função de convencimento do consumidor.
Na mídia impressa, o leitor fica diante do conteúdo jornalístico ou publicitário o tempo que quiser. Na televisão, o emissor é dono do tempo que o telespectador oferece diante do aparelho, e faz um uso proveitoso disso. Na internet, o usuário também é dono do seu tempo, e navega com mais rapidez, permanecendo menos tempo diante de cada elemento de informação. Como pode determinar o que vai ver e por quanto tempo, é o usuário que define se vai atentar ou não para a publicidade. Em geral, prefere descartá-la, porque atrapalha o acesso ao conteúdo que é de seu maior interesse.
O público leitor de jornais tende a crescer na medida em que cresce a internet, mas, nesse caso, audiência pode não significar receita publicitária. Enquanto os jornais permanecerem presos ao modelo de papel, o drama não tem fim. O aprendizado da interatividade parece penoso demais para o sistema que se habituou a ditar regras à sociedade.
Talvez uma forma de romper essa corrente viciosa seja investir em qualidade. Não há quem não se renda a uma história bem contada, a uma opinião fundamentada e descrita em linguagem adequada. Mas os jornais parecem ter esquecido como se faz.
Por Luciano Martins Costa em 29/1/2008
A Associação de Jornais dos Estados Unidos está anunciando o resultado de uma pesquisa da Nielsen sobre o comportamento dos internautas. A constatação mais notável é que aumentou em 6% a média mensal de acessos únicos a sites de jornais americanos, no ano de 2007 em relação a 2006. Isso significa um acréscimo de 3,6 milhões de leitores por mês. Durante o ano anterior, os sites de jornais tinham mantido regularmente 57,6 milhões de visitantes por mês. No final de 2007, essa média subiu para 62,8 milhões – um recorde desde 2004, quando a Nielsen foi contratada para fazer a contagem.
Os jornais americanos estão comemorando. O presidente da NAA (sigla de Newspaper Associaton of America), John F. Sturm, observou que o setor continua em mutação acelerada e os jornais estão se transformando em companhias multimídia. "Na medida em que a transição do setor acelera, fica claro que os consumidores reconhecem os jornais como sua fonte confiável de informação num ambiente cada vez mais digitalizado", declarou.
Outra empresa de pesquisa de comunicação, eMarketer, anuncia que, apesar da crise financeira com origem nos Estados Unidos, a publicidade online vai continuar crescendo em todo o mundo, devendo ter fechado 2007 com um total de 21 bilhões de dólares, valor que deve dobrar em 2011. O Group M, empresa de pesquisa pertencente ao grupo WPP, afirma que a publicidade na internet vai superar os anúncios na televisão já em 2009. O primeiro país onde isso irá acontecer é a Inglaterra, devendo ocorrer o mesmo na Suécia e na Dinamarca praticamente no mesmo período.
Valor dos anúncios
O que John Sturm e os outros dirigentes de jornais ainda não podem celebrar é o crescimento proporcional da fatia de receita para a chamada mídia tradicional. E a razão parece simples: é que, além de tradicionais, as empresas que imprimem e distribuem notícias no papel são conservadoras. Mesmo com a acelerada evolução da internet para o modelo "iPod", que define mobilidade e pleno acesso, os jornais insistem em apresentar seu conteúdo no pesado formato .pdf, com o qual se tenta preservar o aspecto que a notícia tem no papel.
Dentro de pouco tempo, baixar vídeos em aparelhos do tamanho de um celular será prática generalizada. Os aparelhos de telefonia já se transformaram em minúsculos computadores capazes de receber e armazenar, para exibir ou transmitir para telas maiores, qualquer espécie de conteúdo multimídia. Com o advento da TV digital, algumas emissoras brasileiras começam a estudar os futuros modelos de negócio associados a essa tecnologia. E os jornais continuam funcionando como a âncora do processo, recusando-se a flexibilizar o formato de seus conteúdos.
Mesmo na internet, os jornais ainda são representados por texto e foto, e gráficos estáticos. O texto tem a mesma estrutura que se produzia no começo do século passado, mas perdeu qualidade com a "modernização" dos anos 1990, quando até os jornais mais tradicionais adotaram o modelo fast food do USA Today.
Os gestores de jornais se perguntam frequentemente, nos seminários do setor, por que não se consegue aumentar o valor dos anúncios na internet. Se a audiência online tende a crescer continuamente, suplantando a leitura dos impressos e podendo superar até a televisão, mas o valor dos anúncios na internet não evolui na mesma proporção, tem-se uma conta que ali adiante não vai fechar.
Corrente viciosa
Qual é a causa desse descompasso? A observação dos meios permite arriscar um palpite. Talvez seja porque a percepção de valor do conteúdo seja diferente em cada meio. No jornal ou na revista, o leitor pode folhear para a frente ou para trás, passando os olhos muitas vezes pelo conteúdo jornalístico e pelos anúncios. A mensagem fica disponível por mais tempo diante de suas retinas. Além disso, o veículo permanece visível até mesmo na hora de embrulhar o peixe ou os dejetos do gato. Na televisão, o movimento e a repetição cumprem a função de convencimento do consumidor.
Na mídia impressa, o leitor fica diante do conteúdo jornalístico ou publicitário o tempo que quiser. Na televisão, o emissor é dono do tempo que o telespectador oferece diante do aparelho, e faz um uso proveitoso disso. Na internet, o usuário também é dono do seu tempo, e navega com mais rapidez, permanecendo menos tempo diante de cada elemento de informação. Como pode determinar o que vai ver e por quanto tempo, é o usuário que define se vai atentar ou não para a publicidade. Em geral, prefere descartá-la, porque atrapalha o acesso ao conteúdo que é de seu maior interesse.
O público leitor de jornais tende a crescer na medida em que cresce a internet, mas, nesse caso, audiência pode não significar receita publicitária. Enquanto os jornais permanecerem presos ao modelo de papel, o drama não tem fim. O aprendizado da interatividade parece penoso demais para o sistema que se habituou a ditar regras à sociedade.
Talvez uma forma de romper essa corrente viciosa seja investir em qualidade. Não há quem não se renda a uma história bem contada, a uma opinião fundamentada e descrita em linguagem adequada. Mas os jornais parecem ter esquecido como se faz.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Acesso a jornais online nos EUA atinge recorde em 2007
Acesso a jornais online nos EUA atinge recorde em 2007
Um número recorde de leitores visitaram sites de jornais dos Estados Unidos no ano passado.A Associação de Jornais da América divulgou na quinta-feira que o número de usuários de sites jornalísticos no ano passado nos EUA cresceu mais de 6 por cento, para uma média mensal de 60 milhões de visitantes. No quarto trimestre, os acessos mensais cresceram 9 por cento frente ao mesmo período do ano anterior.O relatório afirma que durante o quarto trimestre 39 por cento de todos os usuários ativos da Internet nos EUA entraram em sites jornalísticos e passaram, em média, 44 minutos nessas páginas online mensalmente.
Fonte: Reuters28/01/2008
Um número recorde de leitores visitaram sites de jornais dos Estados Unidos no ano passado.A Associação de Jornais da América divulgou na quinta-feira que o número de usuários de sites jornalísticos no ano passado nos EUA cresceu mais de 6 por cento, para uma média mensal de 60 milhões de visitantes. No quarto trimestre, os acessos mensais cresceram 9 por cento frente ao mesmo período do ano anterior.O relatório afirma que durante o quarto trimestre 39 por cento de todos os usuários ativos da Internet nos EUA entraram em sites jornalísticos e passaram, em média, 44 minutos nessas páginas online mensalmente.
Fonte: Reuters28/01/2008
Circulação dos jornais cresceu em 2007
O Estado de S.Paulo - Negócios - 28/01/2008 - Pág.B9
A circulação dos 92 jornais filiados ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) cresceu 10,1% em 2007, em relação ao ano anterior. Foram 4,143 milhões de exemplares distribuídos diariamente em média em dezembro, ante 3,762 milhões no mesmo mês de 2006.
A boa notícia para o meio jornal, na avaliação do presidente do IVC e diretor da multinacional Procter & Gamble, Pedro Martins da Silva, é que esse resultado confirma um dinamismo injetado pelos empresários do setor nos negócios. “Há um ambiente favorável, com reformulação de projetos, mudanças gráficas e novos jornais segmentados para determinados públicos, a preços mais acessíveis”, diz ele. “Isso faz com que os leitores vejam suas necessidades mais bem atendidas.”
O IVC audita apenas os jornais pagos. No mercado nacional não há dados disponíveis sobre os gratuitos. Lá fora, em países como Espanha, França e Inglaterra, o fenômeno de aceitação do jornais gratuitos foi capaz de impulsionar a indústria jornalística global nos últimos anos.
A circulação mundial de jornais cresceu 9,95% entre 2001 e 2005, segundo um estudo divulgado, no ano passado, pela Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês). Boa parte desse crescimento deveu-se aos jornais gratuitos, que mais que dobraram de tamanho nesse mesmo período analisado, passando de 12 milhões para 28 milhões de exemplares por ano. Ao todo, havia mais de 450 milhões de exemplares de jornais vendidos por dia no mundo, e o número de leitores de publicações pagas excedia 1,4 bilhão de pessoas.
O balanço do IVC referente a 2007, que acaba de sair do forno, mostra também aumento de circulação entre os veículos tradicionais, caso do carioca O Globo (5,2%) e dos paulistas O Estado de S.Paulo (4,8%) e Jornal da Tarde (8%), assim como cresceu a circulação do especializado em esportes Lance! (12,3%).
POPULARES
O maior destaque, entretanto, fica por conta dos chamados jornais populares, que custam abaixo de R$ 1,00. Entre eles, o mineiro Super Notícia, que registra excepcionais 104,4% de aumento de circulação no período - uma média diária de 147 mil exemplares, em dezembro de 2006, para 301 mil exemplares em média diária, no mesmo mês do ano passado - encostando no líder nacional, o jornal Folha de S. Paulo.
Antônio Hércules Jr, diretor de Marketing e Mercado Leitor do Grupo Estado, vê com bons olhos, para o futuro do negócio, o interesse que os jornais mais baratos estão despertando na população. “Acredito que os garotos que hoje vêem seus pais lendo um jornal vão se sentir estimulados a adotar esse hábito”, considera ele. “Há um ganho para o mercado como um todo, porque esses leitores, no futuro, podem migrar para outros títulos.”
Na mesma linha, Paulo Queiroz, vice-presidente executivo da agência de publicidade DM9DDB, considera positivo o movimento de oferta e o aumento de consumo de jornais populares. “Os populares ganham rapidamente leitores, sobretudo no Rio e em Minas”, considera ele. “Já em São Paulo, a maior novidade são os jornais gratuitos de rua, que alcançam todas as classes e idades. Esse movimento realmente é benéfico para o meio jornal. Nos dois casos, temos uma espécie de porta de entrada da categoria. Essa porta de entrada vale para o público de baixa renda, mas também serve aos jovens.”
Embora bastante animado com o sucesso dos jornais gratuitos - “fico impressionado ao ver nos pontos de entrega na rua a disputa por um exemplar entre motoqueiros e passageiros de ônibus” -, o vice-presidente de criação da agência Leo Burnett, Ruy Lindenberg, credita boa parte do aumento de consumo de jornais em geral ao boom imobiliário. “Tenho medo que tudo não passe de uma bolha”, pondera.
Para Marco Quintela, vice-presidente de Atendimento da agência Young & Rubicam, o aumento de circulação é um fato inegável que foi endossado pelo aumento da verba publicitária aplicada em jornal. “Pelo Ibope Monitor, que avalia 23 mercados, o porcentual de crescimento dos investimentos em 2007, em relação ao ano de 2006, é de 18% no meio jornal”, informa ele.
Daniela Pereira, diretora de Mídia da agência LongPlay, do Grupo NewComm, conta que, entre seus clientes, houve um investimento três vezes maior no meio jornal, no segundo semestre de 2007, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para ela, é lógico que pesou nesse resultado a expansão do mercado imobiliário, que tem nesse meio uma importante solução de mídia. Mas Daniela também cita o fato de as agências e veículos terem procurado trabalhar o jornal de forma mais estratégica.
Na comparação com outros países, o Brasil ainda tem muito a avançar em matéria de hábito de leitura. De acordo com o relatório preparado pela Associação Mundial de Jornais, apenas 45,3 em cada mil brasileiros compravam jornais diariamente, em 2005. Os japoneses eram os campeões de leitura, com 633,7 leitores de jornais em cada mil habitantes. Em segundo lugar, vêm os noruegueses, com 626,3 compradores por mil habitantes; e, em terceiro, os finlandeses, com 518,4 por mil. Ingleses (348) e alemães (305) estão mais bem posicionados que os americanos (249,9). Mas o Brasil fica devendo para os vizinhos mexicanos (148,4) e argentinos (94,2).
'Estado' amplia liderança na Grande São Paulo
A soma da venda de jornais, em banca e para assinantes, em 2007 deu a liderança na Grande São Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo. Com um aumento de 2,9% na sua circulação em dezembro, ante o mesmo mês do ano anterior, o Estado ganhou leitores em sua cidade-sede, enquanto seu principal concorrente, a Folha de S.Paulo perdeu (-3,4%), segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC).
Entre os cinco maiores jornais que são vendidos na capital e adjacências, outros dois , Jornal da Tarde (6,8%) e Diário de S.Paulo (8,4%), aumentaram sua circulação. No total, tanto as vendas em banca (1%), como o número de assinantes (1,4%) cresceu no último ano na região.
A curva ascendente no consumo de jornais, observada não só em São Paulo, mas em todo o Brasil, tem levado a um aumento no número de filiados ao IVC, como explica Pedro Martins da Silva, presidente do IVC. E, em conseqüência, a uma ampliação dos serviços do instituto.
“O nosso próximo passo será a implantação de uma plataforma que permita aos associados acompanharem também a audiência dos sites de jornais e revistas”, revela Silva. “Há muitos anunciantes, associados ao IVC, interessados nisso, por reconhecerem que o prestígio de um veículo de comunicação não se mede mais apenas por circulação.” Em 2001, os dirigentes do IVC já haviam feito uma tentativa nessa direção, que não foi em frente. “Mas acredito que, este ano, o cenário está bem mais favorável para tal avanço.”
O Estado de S.Paulo - Negócios - 28/01/2008 - Pág.B9
A circulação dos 92 jornais filiados ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) cresceu 10,1% em 2007, em relação ao ano anterior. Foram 4,143 milhões de exemplares distribuídos diariamente em média em dezembro, ante 3,762 milhões no mesmo mês de 2006.
A boa notícia para o meio jornal, na avaliação do presidente do IVC e diretor da multinacional Procter & Gamble, Pedro Martins da Silva, é que esse resultado confirma um dinamismo injetado pelos empresários do setor nos negócios. “Há um ambiente favorável, com reformulação de projetos, mudanças gráficas e novos jornais segmentados para determinados públicos, a preços mais acessíveis”, diz ele. “Isso faz com que os leitores vejam suas necessidades mais bem atendidas.”
O IVC audita apenas os jornais pagos. No mercado nacional não há dados disponíveis sobre os gratuitos. Lá fora, em países como Espanha, França e Inglaterra, o fenômeno de aceitação do jornais gratuitos foi capaz de impulsionar a indústria jornalística global nos últimos anos.
A circulação mundial de jornais cresceu 9,95% entre 2001 e 2005, segundo um estudo divulgado, no ano passado, pela Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês). Boa parte desse crescimento deveu-se aos jornais gratuitos, que mais que dobraram de tamanho nesse mesmo período analisado, passando de 12 milhões para 28 milhões de exemplares por ano. Ao todo, havia mais de 450 milhões de exemplares de jornais vendidos por dia no mundo, e o número de leitores de publicações pagas excedia 1,4 bilhão de pessoas.
O balanço do IVC referente a 2007, que acaba de sair do forno, mostra também aumento de circulação entre os veículos tradicionais, caso do carioca O Globo (5,2%) e dos paulistas O Estado de S.Paulo (4,8%) e Jornal da Tarde (8%), assim como cresceu a circulação do especializado em esportes Lance! (12,3%).
POPULARES
O maior destaque, entretanto, fica por conta dos chamados jornais populares, que custam abaixo de R$ 1,00. Entre eles, o mineiro Super Notícia, que registra excepcionais 104,4% de aumento de circulação no período - uma média diária de 147 mil exemplares, em dezembro de 2006, para 301 mil exemplares em média diária, no mesmo mês do ano passado - encostando no líder nacional, o jornal Folha de S. Paulo.
Antônio Hércules Jr, diretor de Marketing e Mercado Leitor do Grupo Estado, vê com bons olhos, para o futuro do negócio, o interesse que os jornais mais baratos estão despertando na população. “Acredito que os garotos que hoje vêem seus pais lendo um jornal vão se sentir estimulados a adotar esse hábito”, considera ele. “Há um ganho para o mercado como um todo, porque esses leitores, no futuro, podem migrar para outros títulos.”
Na mesma linha, Paulo Queiroz, vice-presidente executivo da agência de publicidade DM9DDB, considera positivo o movimento de oferta e o aumento de consumo de jornais populares. “Os populares ganham rapidamente leitores, sobretudo no Rio e em Minas”, considera ele. “Já em São Paulo, a maior novidade são os jornais gratuitos de rua, que alcançam todas as classes e idades. Esse movimento realmente é benéfico para o meio jornal. Nos dois casos, temos uma espécie de porta de entrada da categoria. Essa porta de entrada vale para o público de baixa renda, mas também serve aos jovens.”
Embora bastante animado com o sucesso dos jornais gratuitos - “fico impressionado ao ver nos pontos de entrega na rua a disputa por um exemplar entre motoqueiros e passageiros de ônibus” -, o vice-presidente de criação da agência Leo Burnett, Ruy Lindenberg, credita boa parte do aumento de consumo de jornais em geral ao boom imobiliário. “Tenho medo que tudo não passe de uma bolha”, pondera.
Para Marco Quintela, vice-presidente de Atendimento da agência Young & Rubicam, o aumento de circulação é um fato inegável que foi endossado pelo aumento da verba publicitária aplicada em jornal. “Pelo Ibope Monitor, que avalia 23 mercados, o porcentual de crescimento dos investimentos em 2007, em relação ao ano de 2006, é de 18% no meio jornal”, informa ele.
Daniela Pereira, diretora de Mídia da agência LongPlay, do Grupo NewComm, conta que, entre seus clientes, houve um investimento três vezes maior no meio jornal, no segundo semestre de 2007, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para ela, é lógico que pesou nesse resultado a expansão do mercado imobiliário, que tem nesse meio uma importante solução de mídia. Mas Daniela também cita o fato de as agências e veículos terem procurado trabalhar o jornal de forma mais estratégica.
Na comparação com outros países, o Brasil ainda tem muito a avançar em matéria de hábito de leitura. De acordo com o relatório preparado pela Associação Mundial de Jornais, apenas 45,3 em cada mil brasileiros compravam jornais diariamente, em 2005. Os japoneses eram os campeões de leitura, com 633,7 leitores de jornais em cada mil habitantes. Em segundo lugar, vêm os noruegueses, com 626,3 compradores por mil habitantes; e, em terceiro, os finlandeses, com 518,4 por mil. Ingleses (348) e alemães (305) estão mais bem posicionados que os americanos (249,9). Mas o Brasil fica devendo para os vizinhos mexicanos (148,4) e argentinos (94,2).
'Estado' amplia liderança na Grande São Paulo
A soma da venda de jornais, em banca e para assinantes, em 2007 deu a liderança na Grande São Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo. Com um aumento de 2,9% na sua circulação em dezembro, ante o mesmo mês do ano anterior, o Estado ganhou leitores em sua cidade-sede, enquanto seu principal concorrente, a Folha de S.Paulo perdeu (-3,4%), segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC).
Entre os cinco maiores jornais que são vendidos na capital e adjacências, outros dois , Jornal da Tarde (6,8%) e Diário de S.Paulo (8,4%), aumentaram sua circulação. No total, tanto as vendas em banca (1%), como o número de assinantes (1,4%) cresceu no último ano na região.
A curva ascendente no consumo de jornais, observada não só em São Paulo, mas em todo o Brasil, tem levado a um aumento no número de filiados ao IVC, como explica Pedro Martins da Silva, presidente do IVC. E, em conseqüência, a uma ampliação dos serviços do instituto.
“O nosso próximo passo será a implantação de uma plataforma que permita aos associados acompanharem também a audiência dos sites de jornais e revistas”, revela Silva. “Há muitos anunciantes, associados ao IVC, interessados nisso, por reconhecerem que o prestígio de um veículo de comunicação não se mede mais apenas por circulação.” Em 2001, os dirigentes do IVC já haviam feito uma tentativa nessa direção, que não foi em frente. “Mas acredito que, este ano, o cenário está bem mais favorável para tal avanço.”
Boa iniciativa
Boa a iniciativa do PV de Jaú, que começou a discutir no final de semana que passou seu plano de governo, para ser apresentado a outros partidos e também à população. O presidente do partido, Alexandre Bissoli, que não sai candidato, diz que as questões ambientais serão um dos pontos fortes do programa, mas o documento vai ter também propostas bem embasas em economia e planos para educação e saúde. Nada melhor. O meio ambiente é essencial, temos de admitir, e Jaú carece e muito de trabalhos no setor, mas sem uma economia saudável, pensada a médio e longo prazos, não adiante muito despoluir o Rio Jaú ou recuperar as matas ciliares. Você tem propostas para os políticos de Jaú? Envie-as para mim: paulocruz@comerciodojahu.com.br
Paulo Cruz
Paulo Cruz
Rumo às urnas
Apesar de a maioria dos políticos de Jaú dizer que "é cedo ainda para definições", com relação à eleição de outubro, o número de possíveis candidatos a vereador na cidade, mostrada pelo Comércio no domingo, contraria qualquer tentativa de diminuir a intensidade de como será a disputa até outubro. São mais de 30 pretendentes para cada uma das 11 cadeiras da Câmara. Ruim, nesse caso, é conversar com pretendentes à vereança e até ao Executivo que não possuem qualquer proposta convincente a ser apresentada. Parece que o pensamento é o seguinte: primeiro a gente ganha, depois vemos o que dá para fazer. Nesse caso, a quantidade não se reflete necessariamente em qualidade para o eleitor. Ao contrário, pode significar excesso de pessoas despreparadas para desempenhar os cargos públicos que buscam "um lugarzinho mantido com dinheiro do imposto". Esperamos que os projetos apareçam, para que possamos cobrar a realização deles a partir de 2009. Fale de política comigo: paulocruz@comerciodojahu.com.br
Paulo Cruz
Paulo Cruz
domingo, 27 de janeiro de 2008
Vitória do Galo: 2 a 0
XV se reabilita na A-2
com 2 a 0 sobre o América
O XV de Jaú se reabilitou na Série A-2 em grande estilo, ontem à noite. Derrotou o América por 2 a 0 no Estádio Teixeirão, em São José do Rio Preto. Leandro Miranda e Gil fizeram os gols da vitória, garantindo os primeiros pontos do Galo. As três mudanças na escalação transformaram a equipe, que foi soberana em campo. No próximo sábado, o XV jogará em Araraquara, contra a Ferroviária.
paulogrange@comerciodojahu.com.br
com 2 a 0 sobre o América
O XV de Jaú se reabilitou na Série A-2 em grande estilo, ontem à noite. Derrotou o América por 2 a 0 no Estádio Teixeirão, em São José do Rio Preto. Leandro Miranda e Gil fizeram os gols da vitória, garantindo os primeiros pontos do Galo. As três mudanças na escalação transformaram a equipe, que foi soberana em campo. No próximo sábado, o XV jogará em Araraquara, contra a Ferroviária.
paulogrange@comerciodojahu.com.br
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Convite do Kleber Mazziero
Fui convidado por Kleber Mazziero para escrever um texto no blog dele na segunda-feira. Trata-se de uma celebração pelas 1.000 visitas ao Blog de Notas. Quanta honra. Gente de quilate vai fazer o mesmo, cada um no seu dia.
Vou escrever sobre futebol. Vamos ver o que os demais têm a dizer. Acessem o blog do Kleber, que escreve de tudo e, de quebra, publica no Comércio a coluna "Só Sei que foi Assim", na qual o XV sempre é o personagem principal.
Veja na íntegra o comentário do Kleber falando da iniciativa. E a programação dos blogueiros convidados.
(Paulo César Grange - paulogrange@comerciodojahu.com.br - http://paulogrange.zip.net)
"Caríssimos Nosso Blog ultrapassou o número de 1000 visitas e comentários. Para celebrar tal feito, faremos duas semanas de comemorações. Nosso Blog convidou profissionais ilustres de cada uma das áreas ali abordadas semanalmente. Assim, nas duas próximas semanas por nosso Blog desfilarão: jornalistas, diretores, professores, escritores, músicos. Para que cada um de nós tenhamos precisão sobre quem escreverá a cada dia, segue uma tabelinha, um calendário, uma agenda obrigatória de visitas ao nosso Blog ( http://klebermazziero.blogspot.com/ ) para que possamos conhecer e saber o que têm a dizer os convidados. Na primeira semana:
Dia Autor Assunto
2a feira - 28/01 - Paulo Grange (Editor de Esportes do Jornal Comercio do Jahu) - Futebol
3a feira - 29/01 - Fausto Viana (Diretor e Doutor em Teatro) - Teatro
4a feira - 30/01 - Wilson Boni (Diretor de Fotografia e Professor de Cinema) - Cinema
5a feira - 31/01 - Fabiana Parra (Professora de Língua Portuguesa) - Literatura
6a feira - 01/02 - Vinas (Percussionista e Engenheiro de Som) - Música
Como se não bastassem tanta capacidade e brilhantismo, na segunda semana teremos:
Dia - Autor - Assunto
2a feira - 04/02 - Virgílio Franceschi (Jornalista) - Futebol
3a feira - 05/02 - André Grecco (Ator e Professor de Teatro) - Teatro
4a feira - 06/02 - Adriano Barbuto (Diretor de Fotografia e Professor de Cinema) - Cinema
5a feira - 07/02 - Hamilton Chaves (Escritor) - Literatura
6a feira - 08/02 - Ricardo Giuffrida (Violonista, Guitarrista e Professor de Música) - música
Depois desse desfile de celebridades, só nos resta aconselhar: não percam a oportunidade de visitar o Blog de Notas nestas duas semanas e de fazer seus comentários.
Afinal, depois dessa bonança, voltará a tempestade Kleber Mazziero.
Bom Blog e aguardem as comemorações dos 2000.
Abraços Kleber Mazziero
http://www.klebermazziero.com.br/
"
Vou escrever sobre futebol. Vamos ver o que os demais têm a dizer. Acessem o blog do Kleber, que escreve de tudo e, de quebra, publica no Comércio a coluna "Só Sei que foi Assim", na qual o XV sempre é o personagem principal.
Veja na íntegra o comentário do Kleber falando da iniciativa. E a programação dos blogueiros convidados.
(Paulo César Grange - paulogrange@comerciodojahu.com.br - http://paulogrange.zip.net)
"Caríssimos Nosso Blog ultrapassou o número de 1000 visitas e comentários. Para celebrar tal feito, faremos duas semanas de comemorações. Nosso Blog convidou profissionais ilustres de cada uma das áreas ali abordadas semanalmente. Assim, nas duas próximas semanas por nosso Blog desfilarão: jornalistas, diretores, professores, escritores, músicos. Para que cada um de nós tenhamos precisão sobre quem escreverá a cada dia, segue uma tabelinha, um calendário, uma agenda obrigatória de visitas ao nosso Blog ( http://klebermazziero.blogspot.com/ ) para que possamos conhecer e saber o que têm a dizer os convidados. Na primeira semana:
Dia Autor Assunto
2a feira - 28/01 - Paulo Grange (Editor de Esportes do Jornal Comercio do Jahu) - Futebol
3a feira - 29/01 - Fausto Viana (Diretor e Doutor em Teatro) - Teatro
4a feira - 30/01 - Wilson Boni (Diretor de Fotografia e Professor de Cinema) - Cinema
5a feira - 31/01 - Fabiana Parra (Professora de Língua Portuguesa) - Literatura
6a feira - 01/02 - Vinas (Percussionista e Engenheiro de Som) - Música
Como se não bastassem tanta capacidade e brilhantismo, na segunda semana teremos:
Dia - Autor - Assunto
2a feira - 04/02 - Virgílio Franceschi (Jornalista) - Futebol
3a feira - 05/02 - André Grecco (Ator e Professor de Teatro) - Teatro
4a feira - 06/02 - Adriano Barbuto (Diretor de Fotografia e Professor de Cinema) - Cinema
5a feira - 07/02 - Hamilton Chaves (Escritor) - Literatura
6a feira - 08/02 - Ricardo Giuffrida (Violonista, Guitarrista e Professor de Música) - música
Depois desse desfile de celebridades, só nos resta aconselhar: não percam a oportunidade de visitar o Blog de Notas nestas duas semanas e de fazer seus comentários.
Afinal, depois dessa bonança, voltará a tempestade Kleber Mazziero.
Bom Blog e aguardem as comemorações dos 2000.
Abraços Kleber Mazziero
http://www.klebermazziero.com.br/
"
Esperteza
O prefeito de Boracéia, Dirceu Massucato (PPS), é conhecido pela sua discrição. Não é de falar muito e nem de fazer muito alarde com inaugurações e foguetórios. Mas, nos bastidores se mostra muito ágil. Conseguiu tomar a hidrelética da AES Tietê, que até o primeiro semestre de 2005 rendia impostos para Bariri. Desde o segundo semestre daquele ano, depois de uma briga judicial intensa, Massucato mudou a linha do mapa e jogou a usina para dentro de Boracéia. A prefeitura de Bariri não gostou, mas teve de aceitar a perda, que refletiu também nos cofres municipais. Enquanto em Boracéia o caixa está fazendo barulho, o de Bariri ficou com pelo menos uma das gavetas vazia. Fale de sua cidade comigo: paulocruz@comerciodojahu.com.br
Paulo Cruz
Paulo Cruz
Terceirizações
A Prefeitura de Jaú anunciou que não vai terceirizar a merenda escolar. Bom. É uma certeza para funcionários públicos que poderiam perder a estabilidade e para os partidos de oposição, que criticaram várias vezes planos de terceirização no Município. Mas em nível de Estado a conversa é outra. O repasse à iniciativa privada vai ocorrer. E sempre voltamos à velha tecla da necessidade em entregar serviços públicos para empresas. Em muitos casos os custos aumentam e o serviço nem sempre tem a melhora pretendida. É claro que há as exceções. Mas no caso da educação especificamente, acredito que a vírgula tem de ser colocada na frase. Trata-se de um segmento mais do que esssencial. É nas escolas que se forma os cidadãos. Qual a garantia de que a iniciativa privada vai dar o tratamento necessário à essa formação, já que sua meta principal é ganhar dinheiro? Acho extremamente preocupante os sucessivos passos dados no Estado de São Paulo e em outras regiões do Brasil rumo à privatização, mesmo que parcial, do ensino. Pior, tive a ingrata informação de que as escolas paulistas não terão mais aulas de leitura. As pessoas que não lêem tem menos conhecimento, o raciocínio não se desenvolve, e a formação de opinião fica restrita ao que se "ouve falar" e às opiniões de outros. Em minha opinião, é uma decisão totalmente errada da Secretaria de Estado da Educação em tirar as aulas de leitura. Precisamos formar cidadãos conscientes de direitos e deveres, e não pessoas que apenas passam pelas salas de aula e que não conseguem desenvolver censo crítico. Me envie a sua opinião a respeito: paulocruz@comerciodojahu.com.br
Paulo Cruz
Paulo Cruz
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Propaganda
O vereador José Carlos Borgo, presidente do PDT de Jaú, não perde uma oportunidade de fazer propaganda de sua sorveteria. Independentemente do tema da conversa, ele aproveita para convidar as pessoas para tomarem um sorvetinho. Pois é, que não aparece, não fatura. E no verão, convenhamos, um geladinho cai bem. Envie um comentário: paulocruz@comerciodojahu.com.br
Paulo Cruz
Paulo Cruz
DeBate_Bola
Briga de Galo
Na briga dos Galos no Jauzão, o de Sorocaba levou a melhor. E acendeu o sinal vermelho no XV de Jaú. Duas derrotas seguidas, nenhum ponto ganho e dois jogos seguidos fora de casa pela frente podem fazer do time jauense um saco de pancada neste início de A-2. Um meio-campista armador dos bons precisa chegar rápido a Jaú.
Alto custo
Até ontem, quando o XV pisou no gramado do Jauzão, a diretoria do clube contabilizava despesas de R$ 129 mil desde o início da pré-temporada. O valor é R$ 102 mil superior à receita do clube no período, de R$ 27 mil, incluindo empréstimo e mensalidades do sócio-torcedor. A estimativa dos dirigentes é gastar R$ 80 mil mensais durante a A-2.
Bolso vazio
Esses números mostram um futuro nebuloso para o XV de Jaú. De onde virá o dinheiro para bancar o campeonato? Da Embratel, maior patrocinador, são R$ 120 mil ao longo de seis meses. Tem ainda parte da cota da FPF, que está penhorada. A diretoria vai ter de botar a mão no bolso ou terá de encarar um elenco insatisfeito na reta final da primeira fase.
Torcida gasta
Não é só o clube que gasta pesado para entrar em campo. Torcida organizada também contabiliza despesas enormes para fazer a festa na arquibancada com seu time. A Galo Mania calcula em R$ 10 mil o custo de uniforme, bandeiras e fogos para recepcionar o XV na estréia no Jauzão. Depois, virão as despesas com as viagens nas dez partidas longe de casa. É preciso ser fanático.
Uniformizadas
A Galo Mania completa 25 anos em 2008 e promete levar um ônibus a todos os jogos do Galo fora do Jauzão. A Galunáticos, que apareceu forte em 2005 e ajudou a resgatar o amor ao Galo, está tentando lotar uma van para ir torcer em São José do Rio Preto. É um recomeço. Afinal, a Galunáticos teve muitos problemas e quase sumiu do mapa. Quinzeano é teimoso.
Estava escrito
Os dois problemas de inscrição de atletas enfrentados pelo XV eram previsíveis. Mas poderiam ter sido evitados se o clube fizesse marcação cerrada para acertar a documentação. Em 2007 teve problema. No ano anterior também. É péssimo para o clube trazer o atleta com antecedência, dar treino, cama, comida e bebida e não tê-lo na hora que a bola rola.
Escolinha
A Prefeitura de Jaú e o Galo podem se unir para dar mais estrutura aos times de base de futebol do XV. Está em negociação a incorporação das escolinhas da Secretaria de Esportes pelo XV. Ou vice-versa. São cerca de 300 alunos nos campos municipal e do kartódromo. Se vingar, todos passariam a fazer parte do time XV de Jaú/SELR.
Novo Milênio
A Federação Paulista de Basquete organiza o Torneio Novo Milênio para os clubes que disputam o estadual (A-1 e A-2). Jaú está fora desse torneio preparatório e que começa em março. Vai se dedicar apenas à Liga Regional e aos Jogos Regionais. É incerta a participação no Paulista da A-2 no segundo semestre. Aposto que Jaú ficará de fora.
Bom exemplo
A diretoria do São Paulo promete intensificar suas ações de marketing antes dos jogos do clube no interior. A proposta é montar um estande na porta do estádio para vender produtos oficiais do clube. A iniciativa é um exemplo a ser seguido. O XV, por exemplo, poderia ter seu estande no Jauzão. É dinheiro em caixa.
Renda rende
Quase 14 mil pessoas assistiram à estréia do São Paulo no Paulistão, em Guaratinguetá. Renda de quase R$ 400 mil. É por isso que o XV de Jaú precisa subir para a Série A-1. Jogo contra time grande enche o caixa dos times do interior. Na soma dos públicos em duas rodadas, o Corinthians levou 36.673 aos dois jogos. São Paulo: 28.152. Santos: 23.311. Palmeiras: 19.427.
“Temos de revelar mais um jogador este ano. É obrigação do técnico lançar novos jogadores por onde passa. E eu faço esse trabalho”
(Muricy Ramalho, técnico do São Paulo)
paulogrange@comerciodojahu.com.br
Na briga dos Galos no Jauzão, o de Sorocaba levou a melhor. E acendeu o sinal vermelho no XV de Jaú. Duas derrotas seguidas, nenhum ponto ganho e dois jogos seguidos fora de casa pela frente podem fazer do time jauense um saco de pancada neste início de A-2. Um meio-campista armador dos bons precisa chegar rápido a Jaú.
Alto custo
Até ontem, quando o XV pisou no gramado do Jauzão, a diretoria do clube contabilizava despesas de R$ 129 mil desde o início da pré-temporada. O valor é R$ 102 mil superior à receita do clube no período, de R$ 27 mil, incluindo empréstimo e mensalidades do sócio-torcedor. A estimativa dos dirigentes é gastar R$ 80 mil mensais durante a A-2.
Bolso vazio
Esses números mostram um futuro nebuloso para o XV de Jaú. De onde virá o dinheiro para bancar o campeonato? Da Embratel, maior patrocinador, são R$ 120 mil ao longo de seis meses. Tem ainda parte da cota da FPF, que está penhorada. A diretoria vai ter de botar a mão no bolso ou terá de encarar um elenco insatisfeito na reta final da primeira fase.
Torcida gasta
Não é só o clube que gasta pesado para entrar em campo. Torcida organizada também contabiliza despesas enormes para fazer a festa na arquibancada com seu time. A Galo Mania calcula em R$ 10 mil o custo de uniforme, bandeiras e fogos para recepcionar o XV na estréia no Jauzão. Depois, virão as despesas com as viagens nas dez partidas longe de casa. É preciso ser fanático.
Uniformizadas
A Galo Mania completa 25 anos em 2008 e promete levar um ônibus a todos os jogos do Galo fora do Jauzão. A Galunáticos, que apareceu forte em 2005 e ajudou a resgatar o amor ao Galo, está tentando lotar uma van para ir torcer em São José do Rio Preto. É um recomeço. Afinal, a Galunáticos teve muitos problemas e quase sumiu do mapa. Quinzeano é teimoso.
Estava escrito
Os dois problemas de inscrição de atletas enfrentados pelo XV eram previsíveis. Mas poderiam ter sido evitados se o clube fizesse marcação cerrada para acertar a documentação. Em 2007 teve problema. No ano anterior também. É péssimo para o clube trazer o atleta com antecedência, dar treino, cama, comida e bebida e não tê-lo na hora que a bola rola.
Escolinha
A Prefeitura de Jaú e o Galo podem se unir para dar mais estrutura aos times de base de futebol do XV. Está em negociação a incorporação das escolinhas da Secretaria de Esportes pelo XV. Ou vice-versa. São cerca de 300 alunos nos campos municipal e do kartódromo. Se vingar, todos passariam a fazer parte do time XV de Jaú/SELR.
Novo Milênio
A Federação Paulista de Basquete organiza o Torneio Novo Milênio para os clubes que disputam o estadual (A-1 e A-2). Jaú está fora desse torneio preparatório e que começa em março. Vai se dedicar apenas à Liga Regional e aos Jogos Regionais. É incerta a participação no Paulista da A-2 no segundo semestre. Aposto que Jaú ficará de fora.
Bom exemplo
A diretoria do São Paulo promete intensificar suas ações de marketing antes dos jogos do clube no interior. A proposta é montar um estande na porta do estádio para vender produtos oficiais do clube. A iniciativa é um exemplo a ser seguido. O XV, por exemplo, poderia ter seu estande no Jauzão. É dinheiro em caixa.
Renda rende
Quase 14 mil pessoas assistiram à estréia do São Paulo no Paulistão, em Guaratinguetá. Renda de quase R$ 400 mil. É por isso que o XV de Jaú precisa subir para a Série A-1. Jogo contra time grande enche o caixa dos times do interior. Na soma dos públicos em duas rodadas, o Corinthians levou 36.673 aos dois jogos. São Paulo: 28.152. Santos: 23.311. Palmeiras: 19.427.
“Temos de revelar mais um jogador este ano. É obrigação do técnico lançar novos jogadores por onde passa. E eu faço esse trabalho”
(Muricy Ramalho, técnico do São Paulo)
paulogrange@comerciodojahu.com.br
XV vai mudar
Esse é o time do XV de Jaú que perdeu na sua primeira partida no Jauzão na atual Série A-2. Certamente vai ter mudanças na partida de sábado, em Rio Preto - 20h, contra o América. A defesa precisa ser corrigida urgentemente. O meio-de-campo também precisa ser mudado. O ataque também. Então, o time todo está mal? Não, mas alterações precisam ser feitas para dar ao Galo o que ele tem de melhor no momento.
Decepção
Depois de vários meses de ostracismo sem assistir a uma partida de futebol ao vivo, fui até o estádio do XV, ontem à noite, para assistir o jogo contra o Atlético de Sorocaba. Confesso que fui crente em uma vitória do Galo, mas fiquei decepcionado. E o pior não foi o resultado, mas a falta de entrosamento da equipe e ausência de jogadas de ataque. Mais ruim ainda foi ver que a torcida é fiel e lotou as arquibancadas. Mas não agüentou muito o desempenho prá baixo de fraco do elenco. Ouvi mais palavrões ali do que em discussão de corintianos e palmeirenses. E no meio da balbúrdia também tinha gente em Campanha. O médico Osvaldo Franceschi, candidato do PV à Prefeitura, acompanhou o jogo do meio da geral. Foi bastante assediado, como em outros eventos público em que comparece. Futebol sem uma pitada de política, acho que não existe. Se você também foi até o jogo e quiser comentar algo comigo, ou quiser falar de política, me mande um e-mail: paulocruz@comerciodojahu.com.br
Paulo Cruz
Paulo Cruz
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